domingo, 23 de outubro de 2016

Valvulas de admisão e escape

Válvulas de admissão e escape

A válvula de admissão e escape de um motor de combustão interna é uma peça que visa abrir ou fechar a entrada da mistura e a saída de gases dos cilindros do motor. Uma mola assegura que a válvula retorne assim que acabe a pressão mecânica do comando de válvulas. Em alguns motores, esse retorno da válvula à sua posição de descanso (sede da válvula) é feito por comandos pneumáticos, e não mecânicos. Alguns motores de competição como o da Mercedes benz nos anos 50 e atualmente os das motos Ducati, têm um tipo de válvulas em que o movimento de fecho também é forçado pelo excêntrico da árvore de comando de válvulas, não tendo assim a mola de retorno. Este sistema é chamado de desmodrómico, por derivação do grego desmos (controlado, ligado) e dromos (curso, percurso). Sistemas como o BMW Valvetronic e o Honda VTEC possibilitam controlar eletronicamente a abertura das válvulas. com esse controle pode aumentar a eficiência do motor, com o comando mecânico, algumas rotações são mais favorecidas do que outras, a depender do ângulo entre admissão/exaustão.

Número de válvulas

Para aumentar a eficiência dos motores, cada cilindro pode ter mais do que duas válvulas, sendo fáceis de encontrar cilindros com quatro válvulas, duas de admissão e duas de escape. Os automóveis são conhecidos pelo número total de válvulas que os motores possuem: um motor de quatro cilindros com quatro válvulas por cilindro conhecidos como "motor de dezesseis válvulas"(16 V), sendo um motor de 6 cilindros com 4 válvulas conhecido como um 24V.

Tipo de válvulas

Num motor de combustão interna existem dois tipos de válvulas:
  • as válvulas de admissão, que controlam a entrada de mistura gasosa no cilindro do motor
  • as válvulas de escape, que controlam a saída dos gases após a explosão.
Em alguns tipos de motores, a cabeça da válvula de admissão tem uma dimensão superior à de escape para facilitar a entrada de gases no cilindro.
As válvulas de admissão atinge uma temperatura media de 250 °C e a sua haste é sujeita a cerca de 100 °C, enquanto que as válvulas de escape atingem temperaturas superiores a 750 ºC na cabeça da válvula e 400 ºC na respectiva haste. A alta temperatura das válvulas de escape faz com que algumas delas sejam ocas, fundido a cerca de 100 °C e deslocado pelo movimento alternado da válvula, permite que o calor gerado se dissipe rapidamente e a válvula seja sujeita a um menor desgaste.

Tipos e número de válvulas por cilindro

As válvulas podem ter dois tipos de face aos cilindros:
  • laterais também chamadas simplesmente SV, acrónimo do inglês Side Valve.
  • à cabeça ou cabeçote (no Brasil) chamadas OHV acrónimo de OverHead Valve.
Hoje em dia mais de 97% dos motores possuem as válvulas à cabeça.

Performance das válvulas a alta rotação

A elevada velocidade a própria inércia da mola pode impedi-la de fechar totalmente e provocar vibrações que impeçam o fechamento correto das válvulas, prejudicando a performance do motor. Para ultrapassar esta dificuldade, além dos comandos hidráulicos ou desmodrómicos já falados, podem ser usadas também duas molas concêntricas. Assim, além de proteger o motor no caso de quebra de uma mola, fica assegurado um funcionamento mais suave a altas rotações.
Num motor a quatro tempos cada válvula abre e fecha durante a cada duas voltas do virabrequim do motor. Em um motor a 6.000 rpm, portanto, as válvulas são atuadas 3.000 vezes por minuto, ou 50 vezes por segundo.

sábado, 21 de maio de 2016

Virabrequim


VIRABREQUIM

Você sabe o que é virabrequim? Como ele funciona, qual a sua função e seus detalhes? Não sabe nenhuma das respostas?! Então, continue lendo e confira todo sobre esta peça!!
O virabrequim é uma das peças fundamentais dos motores de combustão, transformar a energia gerada pela “explosão” do combustível em torque, é a peça responsável pela conversão da força bruta produzida por um conjunto de peças em um motor, por exemplo, com pequena diferença que nos carros se busca
velocidade e nos tratores se requer muita força.
Conhecido também como árvore de manivelas, o virabrequim se une aos pistões através da biela que explique na outra postagem, que são peças que ficam se movimentando para a produção da energia, da queima do combustível misturado com o ar, tudo isso sendo apenas uma parte para que o carro possa se mover, depois disso a energia é processada e passa por outras partes do carro até poder chegar nas rodas, que é quando chega de forma mais limpa, já convertida e transformada na energia necessária para o movimento do veículo ou máquina. 
O virabrequim possui dois lados, um deles é ligado ao volante do motor, que é um volante interno do motor e funciona para o direcionamento de energia e o outro lado vai depender do modelo do carro, mas geralmente se associa ao sistema de lubrificação e sistema de correia, que movimenta a bomba d'agua e alternador, pois principalmente essas peças do carro precisam estar em constante movimento para que tenham o desempenho adequado.
Fonte:www.motosblog.com.br
 

Bielas




 
A biela no interior de um motor de automóvel é a peça que liga o pistão ao Virabrequim. A cabeça (parte mais larga) é fixada ao virabrequim por meio de parafusos e a extremidade oposta é trancada pelos pinos do pistão, no interior da sua saia. Enquanto a biela se desloca para cima e para baixo (solidária com o movimento do pistão), a cabeça faz um movimento circular. Não tem, portanto, qualquer mecanismo de atenuação do pistão a quanto da explosão ou combustão, pelo que o movimento brusco seria transmitido diretamente do virabrequim para o eixo com esta, por sua vez, sofrendo as consequências da explosão - vibrações. A função é assegurada pelos apoios do virabrequim e pelo volante do motor.
Algumas bielas dispõem de uma cabeça com ligação oblíqua, facilitando o acesso durante a montagem e desmontagem do motor.

A biela faz o movimento em conjunto com pistão e virabrequim com se vê na imagem:
Fonte: www.eletricabasica.xpg.uol.com.br

Na imagem abaixo esta demonstrando algumas peças para a montagem da biela ao pistão. As ranhuras para lubrificante na cabeça da biela é responsável por manter lubrificada a cabeça e o pino do pistão.




segunda-feira, 16 de maio de 2016

INJEÇÃO ELETRÔNICA

INJEÇÃO ELETRÔNICA

O sistema de injeção eletrônica de combustível proporciona maior eficiência aos motores, desenvolvendo máxima potência e torque. Aproveita melhor a energia do motor, economiza combustível e consequentemente, diminui a emissão de gases poluentes na atmosfera. Até pouco tempo os caminhões não usavam injeção eletrônica, mais com a necessidade de eficiência e economia começaram a usar.
FUNCIONAMENTO DA INJEÇÃO ELETRÔNICA DE COMBUSTÍVEL
O sistema de injeção eletrônica de combustível é comandado ou controlado pôr uma unidade eletrônica, a qual é chamado de Módulo de Controle Eletrônico ( ECM ). O ECM é o “CÉREBRO” do sistema, comanda a injeção de combustível na  quantidade ideal da mistura ar/combustível para cada situação ou condição. O motor ainda frio, desenvolve uma boa potência sem prejudicar o veículo; é preciso que a mistura ar/combustível seja enriquecida. Quanto mais aberta a borboleta de aceleração, maior a rotação do motor. Quanto maior o aumento da rotação do motor, maior a quantidade de ar/combustível admitida pelo motor. Esses controles são feitos automaticamente pelo computador, o ECM.

Próxima postagem é com mais peças e espero todos aqui de novo!!

PISTÃO

PISTÃO

Peça de forma cilíndrica, oca, geralmente de liga de alumínio ou ferro fundido, fechada na parte superior e aberta na parte inferior, adaptando-se perfeitamente ao diâmetro do cilindro ou camisa do motor, podendo movimentar-se alternadamente ao longo do eixo. O pistão transmite a força devido à pressão dos gases em expansão, através do pino do pistão e da biela, para o virabrequim. Os pistões possuem varias partes, sendo seis: Cabeça, Topo, Zona de Anéis, Zona de Fogo, Canaletas para anéis de compressão e Canaletas  para anel de óleo.
1º Cabeça: parte superior do pistão, onde estão localizadas todas ou quase todas as canaletas para anéis.
2º Topo: superfície superior da cabeça. Podem ser côncavo, convexo, possuir rebaixo para válvulas, câmaras de combustão, etc.
3º Zona de Anéis: parte da cabeça, onde estão localizadas as canaletas para os anéis.
4º Zona de Fogo: parte da zona dos anéis compreendida entre o topo e a primeira canaleta. Nesta zona poderão existir sulco ou sulcos de barreira térmica e ressaltos ou rachaduras para a redução do atrito com a parede do cilindro.
5º Canaletas para anéis de compressão: Canaletas situadas ao longo da circunferência do pistão, na parte superior na zona dos anéis.
6º Canaletas  para anel de óleo: Canaletas ao longo da circunferência do pistão, na parte mais baixa na zona dos anéis e em alguns casos também na saia do pistão. São geralmente mais largas do que para anéis de compressão e tem orifícios ou fendas no fundo para passagem de óleo lubrificante.

CARBURADOR

CARBURADOR

Em qualquer motor de combustão, como os que são usados para automóveis, caminhões e embarcações, o combustível líquido precisa ser misturado com  quantidade certa de ar para poder formar a mistura combustível capaz de ser queimada dentro do cilindro do motor. Uma forma de misturar o ar e o combustível é fazer com que os cilindros aspirem ar puro no ciclo de sucção e injetar depois o combustível dentro do cilindro – seja através das aberturas de admissão, seja pôr meio de injetor. Isto é feito nos motores diesel, nos motores a injeção de combustível e nos motores de corrida. Maneira mais simples é usar um carburador, que nada mais é do que um conjunto de peças que serve para misturar com precisão a quantidade de combustível com determinada quantidade de ar. Os motores a gasolina só queimam misturas de ar/gasolina compreendida entre 12 – 15 partes de ar e uma parte de combustível, de modo que o carburador é obrigado a medir a mistura com super precisão. O carburador é montado do lado de fora do motor  e a mistura de ar/combustível é levada aos cilindros, no tempo de aspiração, através das passagens do cano de admissão. Os carburadores vêm desempenhando este papel há mais de 60 anos.



Fonte da imagem: http://blog.memoria-de-records-club.org

domingo, 8 de maio de 2016

Primeiro alguns tipos de motores

                                                                   Tipos de motores
1. INTRODUÇÃO

Em condições de operação e com o cuidado necessário, motores de combustão interna proporcionam desempenho ótimo por milhares de quilômetros ou horas de serviço. Mas tem um porém, como em outro mecanismo, durante o funcionamento acaba gerando desgaste das partes móveis e proporcionando um atrito desta peças. Com tempo, há uma perda no desempenho do motor, e com a desgaste das peças acaba tendo um alto gasto de manutenção e consumo excessivo.

O proprietário deste motor começa a perceber a perda de potencia e consumo elevado quando se obriga a adicionar, com frequência o óleo no cárter. Associa-se um alto consumo de óleo mostrando que tem a necessidade de trocar os anéis do pistão. Na maioria das vezes, isto é necessário. Mas, existem muitas outras possibilidades que podem causar consumo excessivo de óleo. Para encontrar e solucionar a causa real deste consumo excessivo, o mecânico precisa ser qualificado ou conhecer todas essas causas e saber como determiná-las. É possível economizar tempo e dinheiro seguindo-se um sistema de diagnósticos. Frequentemente pode-se determinar e corrigir a causa sem que seja necessário desmontar completamente o motor.

2. OBJETIVOS

Meu objetivo é mostrar para todos o funcionamento dos motores 2 Tempos, 4 Tempos entre outros.

3. JUSTIFICATIVA
Estou a fazer esta postagem para que todos saibam com funciona um motor,  pois ele está em nosso dia-a-dia, e porque o motor é muito utilizado para varias finalidades. A maioria dos produtos eletrônicos funcionam movidos por motores, os carros e todos os outros tipos de automotores são movidos por motores de combustão e outros motores. Mostrarei para todos as peças de um motor de combustão e como funciona, pois a maioria das pessoas sabe o que é e para que serve um motor, mas não sabe do funcionamento dele.

4. NA TEORIA
Motor de Combustão Interna: Aparelho capaz de transformar diretamente  energia térmica em energia mecânica.Neste motores de combustão, a transformação de energia térmica resultante da explosão de uma mistura de ar – combustível, que é feita no interior de um dos cilindros do motor, na câmara de explosão. Pode ser a gás, a gasolina,  a álcool, a diesel, a metanol, a benzina, etc. Os mais usados são os a gasolina, álcool e diesel.
Nos motores de combustão são baseados no princípio de que os gases se expandem quando são aquecidos. Com a expansão dos gases, pode ter a pressão, que será usada para mover outras peças deste motor, sendo-se assim a transformação da energia térmica da mistura de combustível em energia mecânica no motor.
Existe motores a combustão capazes de usar combustíveis líquidos como a gasolina, querosene, bensol, e com gases como o butano e propano.
Os motores de combustão, são usados numa grande quantidade de serviços. Motores a gasolina tem a característica principal de baixo peso por potência, a capacidade de fornecer acelerações extremamente rápidas e trabalhar com altas velocidades.
Os motores diesel são usados em navios, locomotivas, tratores, grandes caminhões, automóveis, ônibus, lanchas e outros tipos de embarcações ; enfim em veículos pesados.

MOTORES DE 2 TEMPOS E 4 TEMPOS
Os motores dois tempos mistura-se óleo 2 Tempos com o combustível para que o motor seja lubrificado, pois não tem cárter. Seu ciclo é feito por admissão e explosão. Na primeira fase do ciclo a admissão suga a ar e combustível e expulsa o gás carbônico e na segunda fase ocorre a explosão por faísca elétrica conhecida também como centelha, os gases saem por um orifício localizado na camisa do motor e o pistão desce para a admissão do novo ciclo.
                                                                                                                                 Primeira fase                                         Segunda fase                               
                          E feita a admissão e exaustão                  E feita a compressão e explosão


Os carros utilizam o motor de 4 tempos. No ciclo de admissão, o pistão desce e suga uma mistura de ar e combustível, através da válvula de admissão. Na compressão, as válvulas ficam fechadas, e a mistura fica comprimida. Quando o pistão se aproxima do topo do cilindro, a faísca da vela explode a mistura, que impede o pistão de seguir em frente e faz com que ele retorne e faz girar o eixo de manivela.A válvula de exaustão abre-se no quarto ciclo, e os gases queimados saem do interior do cilindro, deixando o cilindro livre para a admissão do ciclo seguinte.

                           
                                Admissão          Compressão           Explosão              Descarga

MOTOR  A DIESEL
Funcionamento do motor a diesel: O motor diesel funciona de maneira semelhante aos outros motores. No primeiro estagio o ar é aspirado, passando pela válvula de aspiração que está aberta entrando no cilindro. No segundo tempo, tendo fechado a válvula de aspiração, o ar comprimido dentro do cilindro chega até a uma pressão de 500 psis, atinge temperatura próxima de 649° C. Próximo do PMS, é injetado óleo diesel no cilindro. Este óleo, misturando-se com o ar altamente aquecido entra em ignição e a expansão dos gases resultantes força o êmbolo a realizar o terceiro tempo do ciclo, a expansão. Ao atingir o PMI, a válvula de descarga abre e os gases começam a ser descarregados do interior do cilindro. Ao atingir o PMS, a válvula de aspiração abre e o ar que entra no cilindro.

MOTOR A REAÇÃO
A motor a reação é um tipo de motor que forneça a propulsão expelindo a massa da reação. Os exemplos incluem ambos motores de jato e motores de foguete, e variações mais em comum como Thrusters do efeito de balão, movimentações do íon e excitadores maciços. Motor a reação mais conhecido entre todos é o da turbina de avião.
Fonte de imagem: http://funcionacomo2.blogspot.com.br/p/turbina-de-um-aviao.html